Hoje eu queria um amor. Um amor para sentir saudades, uma amor para sentir o cheiro, um amor para dormir junto, um amor para chorar minha agônia.
Hoje eu queria um amor para contar o quanto minha vida está confusa, para contar das minhas brigas de família, dos problemas do meu trabalho e da situação castatrófica da minha conta bancária.
Hoje eu queria uma amor para me ouvir, para me olhar com carinho com compreensão e com aquele olhar de: sabemos que tu tá exagerando, mas eu sei que tu não precisa do papel de Pai agora, então vou aceitar tu falar tudo isso sem te repreender, sei que amanhã tu acorda a guerreira que conheci.
Hoje eu queria uma amor para depois de tomar um banho quente, beber vinho, dançar " I Don´t Wanna Miss a Thing" no meio da sala repousando a cabeça em seu ombro e sentindo o seu cheiro e pensando como podemos ser tão felizes ali de uma forma tão simples.
Hoje eu queria um amor para deitar em seu peito, sentir o cheiro de roupa limpa e pensar que nenhuma dor pode chegar até mim, pois sou protegida contra todas porque tenho amor.
Hoje eu queria um amor para ficar brincando de olhar nos olhos e esperar quem dorme primeiro, hoje eu queria um amor para fazer um carinho no meu cabelo, no meu rosto, nas minhas mãos.
Hoje eu queria um amor para sentir o corpo colado ao meu, para sentir o calor do rosto no meu, para sentir o sangue correr pelas minhas veias, para sentir cada parte do meu corpo.
Hoje eu queria um amor para não sentir nenhuma ferida no meu peito. Para me sentir inteira, não curada, mas como se nunca houvesse havido a dor.
Natasha Franzen
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