Tenho diversas amigas que estão solteiras nesse dia 12. Para umas não é a primeira vez, para outras é a estréia depois de muitos anos. Eu sou uma dessas. Depois de 7 “ Dia dos Namorados” com alguém para dar e receber presente, criar expectativas do que a pessoa iria querer fazer, desejar sair a lugares diferentes, reservar um mês antes um restaurante ou aguardar horas na fila de um... Não terei nada de especial no dia de hoje.
É um dia como qualquer outro e a melhor parte é que não me sinto afetada por isso.
Observo as mais diversas reações entre as pessoas que conheço, uma merece atenção:
- Tem uma amiga que diz que o único dia que sente falta de um namorado é no dia dos namorados, essa foi a frase mais idiota que já ouvi. Será que ela sente falta de ter um filho só no dia das mães?
Pensando como eu me sinto hoje? Sinto-me como qualquer sexta feira normal de minha vida. Acordei para trabalhar, o trabalho que eu gosto, que eu escolhi e que eu desenvolvo minha carreira.
A noite faculdade, aquela que eu escolhi, que eu pago e que agrega coisas para a minha vida.
Agora, me dei conta que nem notei os corações espalhados pelas lojas e ao pensar que eu não tenho um namorado no dia 12 é o mesmo que pensar que estou com fome. Não muda minha vida.
Quando saímos de uma relação, podemos sair dela com um filho, com um carro, com uma casa, com uma pensão. Com mágoas, com ódio, com saudades e até mesmo com amor. Porém, é muito triste quando saímos sem saber o que somos, quando notamos que o tempo fez com que se perdêssemos de nós mesmos.
Quero descobrir o que há dentro de mim e ainda não achei, quero sentir o gosto da vida, o gosto de fazer minhas escolhas e viver elas.
Tenho sede de ler, de estudar, de trabalhar, de viajar, de rir e de chorar. Quero pensar no meu futuro no jeito que eu desejar, na forma que me agradar.
E me sinto feliz por estar vivendo uma história de amor – comigo mesma!
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